sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ambientalistas preservam o futuro


     Desenvolvimento sustentável, verdadeira meta dos ambientalistas que lutam no presente por um futuro onde a natureza se harmonize com todos os seus componentes, vivos e não vivos. O homem, parte importante nesta equação, tem uma maior responsabilidade, pois pode interferir de modo mais agressivo sobre a natureza em comparação a qualquer outro ser vivo.
     Lamentavelmente existem os detratores dos ambientalistas que, dando um sentido pejorativo à expressão, buscam argumentos incoerentes, agressivos e com elevado grau de inconsequência, pois, desconhecendo a relação entre capital natural e capital criado, pensam que capital criado assegurará um mercado futuro rentável e esquecem que com a desestruturação do capital natural poderá não haver futuro, em uma visão muito pessimista, ou um futuro com baixíssima qualidade de vida para o homem e aos demais seres vivos que restarem, todos em busca de um novo clímax, que passarão por uma sucessão secundária com enormes obstáculos e forte pressão de seleção.
     Diferentemente do que dizem determinados pensadores "xiitas", que nós os ambientalistas denominamos carinhosamente de "ecopatas", somos totalmente favoráveis ao desenvolvimento de nossa e de qualquer outra região do planeta, desde que não comprometa a qualidade de vida das gerações futuras. Esta tarefa é, no entanto, de extrema dificuldade, pois as vantagens imediatistas, tendenciosas e carregadas de interesses pessoais nos remetem a uma verdadeira visão apocalíptica do planeta Terra.
     De qualquer forma, mesmo diante de tantas dificuldades, a pressão sobre grupos de extermínio ambiental tem tido algum sucesso, claro que a isso se somam fatores externos, como as crises econômicas sucessivas, que têm demonstrado, inclusive, que muitos projetos de desenvolvimento que aportaram por aqui pensavam exclusivamente na saúde financeira própria e não na da região, dai terem se deslocado para regiões mais desprotegidas, onde os ambientalistas não tinham a força dos daqui. Lamentavelmente não estamos livres de novas investidas de grandes conglomerados, muitos com nova roupagem, pois nossas condições para produção de suas especialidades são muito boas e, some-se a isto, a inexistência de políticas públicas para uma reforma agrária que atenda aos reais interesses de todos os que produzem no campo e aos que se utilizam desta produção dando-lhe um valor agregado que dispense o abuso de monoculturas desestabilizadoras ecológica e economicamente.
     Como diziam os antigos: "os água-pés estão se movimentando, tem jacaré na vizinhança." Fiquemos, então, alertas…

Autor: Neiff Satt Alan - OngCea
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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NOSSAS ÁRVORES

 

As árvores, como todas as plantas, são essenciais para a vida humana. A partir delas que se inicia a captação da luz solar e a transferência de energia para as sucessivas cadeias ecológicas. Esse processo fornece energia para que os demais seres vivos possam se alimentar, se abrigar e suprir suas necessidades básicas de vida. São as árvores e os demais seres do reino vegetal que nos fornecem oxigênio para a respiração.

 

Com as mudanças climáticas, causadas pelo próprio ser humano, como podemos comemorar o Dia da Árvore sabendo que muito deste problema é causado pelo excesso e contínuo desmatamento de florestas, ou melhor, é consequência da morte de milhões e milhões de árvores.

 

Para colaborar, vê-se todo dia árvores sendo mutiladas ou cortadas para que uma placa fique em destaque, para que não atrapalhe uma marquise ou mesmo sem motivo aparente. Vê-se árvores serem suprimidas porque, para alguns, elas estão ficando "sem vida" ou estão em "decadência". Mas será que isso está correto, árvores com 20 ou 30 anos em decadência ou somente é porque elas não foram cuidadas corretamente. Árvores vivem centenas de anos.

 

Há anos nota-se que muito dos problemas com as árvores são decorrência da falta de capacidade técnica. Árvores ainda são plantadas incorretamente, ainda são usadas espécies não indicadas (especialmente de exóticas), ainda ocorrem plantios em solo e locais inadequados, etc. Constata-se que, mesmo os órgãos ambientais, não plantam espécies nativas e nem observam os aspectos fitofisionômicos locais, determinantes do equilíbrio ambiental. Ainda observa-se o plantio de Figueiras-de-jardim e outras espécies agressivas nas calçadas, demonstrando a total falta de controle que demandará em maiores problemas, maiores prejuízos. Como comemorar o Dia da Árvore assim.

 

Desta forma, como se podem comemorar o Dia da Árvore se quase todo dia escutamos uma motosserra roncando sobre galhos e troncos. Como pode-se ocorrer comemoração se cada dia há menos florestas e menos árvores nas calçadas e, vale lembrar, nunca se cortou tantas árvores públicas. Será que isso decorre por não haver um regramento (ou o esquecimento dele) ou porque a avaliação técnica talvez seja subjetiva e que, muitas vezes, ainda é manipulável e não segue critérios técnicos?

 

A constatação que se faz é que a "vida" de nossas árvores é desrespeitada e tratada como um objeto qualquer, alvo de vandalismo e agressão, seja porque não ocorre o devido controle, seja porque não reconhecemos sua importância para o equilíbrio sócio-ambiental. Assim, não podemos apenas lembrar das árvores e lamentar sua falta quando chegar o verão. Temos que lembrar delas diariamente e ainda, acima de tudo, respeitá-las porque são seres vivos como todos nós.


Texto publicado no Jornal Folha do Mate em 22/09/2009,


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Desmatamento e queimada na serra


Nesta terça-feira (22/09), estive em Boqueirão do Leão e em diversos locais para conversar com os moradores sobre as atividades de Ecoturismo na região e no caminho, via RS-422, pode-se observar uma enormidade de pequenos desmatamentos (foto), muita extração de eucaliptos em áreas de preservação permanente (foto) e supressão de eucaliptos com supressão do sub-bosque nativo e, o que eu considero uma das piores práticas para o meio ambiente e para o próprio produtor rural, as queimadas (foto).

O que podemos entender com isso: que como a estrada está ruim até mesmo os órgãos de fiscalização não sobem a serra e, pelo jeito, faz muito tempo...

Vejam as fotos:

http://lh5.ggpht.com/_qfl6CfHhSbk/SrzAvcxbxwI/AAAAAAAAATY/UTh09N82w8U/desmat-1.jpg

http://lh6.ggpht.com/_qfl6CfHhSbk/SrzAvXtgHPI/AAAAAAAAATc/0XFiyt6X2KA/desmat-1b.jpg

http://lh3.ggpht.com/_qfl6CfHhSbk/SrzAvsE8D8I/AAAAAAAAATg/T7ySCjWfJMA/desmat-queimada.jpg

http://lh5.ggpht.com/_qfl6CfHhSbk/SrzAvyL1DoI/AAAAAAAAATk/R1CRKaQoY0U/desma-queimada2.jpg

Fotos e postagem: Wilson Junior Weschenfelder


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Secretaria de Obras "recupera" pedreira do Cerro do Baú


A Secretaria Municipal de Obras realiza projeto de recuperação de área degradada na pedreira do Cerro do Baú. Através do plantio de mudas de espécies arbóreas nativas, a intenção é promover a revegetação de parte da área, assim como reconfigurar paisagisticamente o terreno que é explorado há mais de 30 anos.


O trabalho de renovação de licenças e pesquisa de novos terrenos aptos para extração mineral em Venâncio Aires está sendo coordenado pela geóloga Fabiane de Almeida. Atuando há três meses junto à secretaria municipal de Obras, a profissional explica que é intensa a busca por novos locais. "Queremos não apenas regularizar o trabalho de extração mineral no município, mas também efetuar uma extração ordenada e com controle efetivo, ou seja, modificar o terreno, mas de forma responsável", destaca.
Com relação à pedreira do Cerro do Baú, está em andamento o licenciamento ambiental para o funcionamento legal de extração e britagem que foi encaminhado à FEPAM. Posteriormente será solicitado o registro de extração junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). "Toda atividade de mineração modifica o terreno no processo de extração mineral. Além disso, o bem mineral não retorna mais ao local. No entanto, apesar de irreversível, já existe a possibilidade do terreno ser recuperado de forma aceitável, reconfigurando a área de modo que atinja características semelhantes à configuração original, anteriores a extração", completa a geóloga.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Venâncio Aires

Nota de Wilson Junior Weschenfelder:
O Cerro do Baú é um dos grandes passivos ambientais da prefeitura e que já vem sendo explorado a mais de 30 anos sem nenhum processo de recuperação o cuidados com o meio ambiente. Nos últimos anos vimos diversas implosões de rochas, distribuição de brita para particulares, invasão de área de terceiros e até leilão do britador por preço de banana.
No Cerro do Baú, além das lendas e histórias indígenas, o morro é um dosúltimos vestígios de arenito em Venâncio, ou melhor é o nosso aquífero Guarani aflorado. Lá temos inscrições indígenas e e furnas que, conforme relatos, poderia se caminhar por muito tempo nestas cavernas. Também temos espécies raras por lá como Figueiras e Maria-preta (Diospyrus inconstans), Tarumâ-branco (Cytarexylum myrianthum) e serelepes (Sciurus ingrami). Assim, com este passivo, que ná área ambiental já era desde 2003, quando venceu a licença ambiental, mesmo assim a prefeitura manteve a exploração irregular.


Agora vemos uma "ilusão de recuperação", ao meu ver, um gasto de dinheiro público com diversas falhas técnicas pois, como qualquer leigo conhece, não se planta árvores a não ser na terra, e no Cerro do Baú plantaram na argila, logo, todo o trabalho, ocusto financeiro e as mudas de árvores, irão morrer porque a argila não proporciona água e nutrientes. Também, de onde veio esta argila? Será que causaram um impacto ambiental em outro lugar para extrair esta argila e transferir para o Cerro do Baú?? Será que tinha licença ambiental?? A prefeitura não possui licença para extração de argila.
Outra coisa, procedimentos de recuperação de áreas degradas se planta as árvores sem padrões (imitando a natureza), sendo assim, em nenhum momento deveria se paracer como uma monocultura com plantios em linha. E será que foi respeitado as espécies de árvores que correspondem a fitofisionomia local, não acredito, até porque as possiveis espécies que poderiam se adaptar em solo mais argiloso não são as mesmas de solo rochoso que há no Cerro do Baú. Também não houve nemo respeitoa fitofisionomia no Parque do Chimarrão.


Assim vemos que temos muito o que mudar, aprender, implantar e se baixarmos a cabeça para os órgãos ambientais achando que sabem o que fazem, não será uma atitude sensato... tá aí uma prova.
Agora é só esperar quantas árvores viverão...



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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Comentários sobre "Filhote de gato-do-mato é atração na Secretaria do Meio Ambiente"


Referente a exposição do gato-do-mato onde a Semma expôs o animal conforme o post Filhote de gato-do-mato é atração na Secretaria do Meio Ambiente, pudemos ver as diferenças ideias e conhecimentos sobre como tratar de animais em risco de extinção.

Vale a pena lembrar que Cibele (abaixo) é a técnica do Ibama que orientou a Semma referente aos procedimentos mas que, pelo jeito, não surtiu efeito.

Só falta o comentário da própria Semma sobre a tal "festa".

Vejamos os comentários:

Fabricio Haas
Setembro 3, 2009 às 2:54 pm
Gostei do pinheirinho de natal no fundo da foto.

Cibele Indrusiak
Setembro 3, 2009 às 4:22 pm
O procedimento correto para recepção e manutenção de um animal silvestre por um órgão ambiental, ou credenciado por este para este fim, é alojá-lo em recinto adequado, com segurança, conforto térmico e acústico, alimento adequado e água à disposição. Se for possível avaliação de médico veterinário, tanto melhor. Quanto menos pessoas tiverem acesso ao animal, menor será a chance de que venha a contrair doenças e mais fácil será sua adaptação à situação futura, seja soltura, cativeiro provisório ou definitivo. Devemos recordar que mesmo nos zoológicos e criadouros há um esforço constante em resgatar e manter nos animais o comportamento natural, tanto quanto possível.
A atitude da equipe da Prefeitura de Venâncio Aires, ao expor o gato-do-mato à manipulação por diversas pessoas e permitir seu livre acesso à sala de trabalho dos servidores, contrariou todas as normas técnicas e representa péssimo exemplo à sociedade, transmitindo uma das idéias mais nocivas com relação aos animais silvestres: a idéia de que são animais passíveis de criação doméstica. E foi justamente essa idéia equivocada que levou este animal ao cativeiro pro resto de sua vida.

Zé Beto
Setembro 3, 2009 às 4:43 pm
Vilson você tem razão, mas temos que mudar a mentalidade de nosso povo. Não só com os animais, pois o desmatamento esta batendo a nossas portas, a poluição industrial esta fora de controle.
E para a geração futura o que vai sobrar?
Portanto não vamos culpar somente nossas autoridades, sabemos que o poder emana do povo e se as coisas não acontecem é porque nós avalizamos toda as atitudes e o despreparo das autoridades pertinentes ao assunto "meio ambiente".
è profundamente lamentavel…

Adriene Antunes
Setembro 3, 2009 às 8:11 pm
Todos somos passivos de falhas e erros, mas acredito que o maior deles seria deixar o animal como estava em uma casa no interior correndo o risco de ser atropelado ou morto por qualquer outro motivo. Além disso, as medidas precisam melhorar sim, em todos os sentidos e em todos os setores principalmente nos seres humanos, que pensamos, criticamos mas muitas vezes não somos capazes de indicar ou sugerir melhorias.
Conforme o órgão público, o animal já apresenta características de um bichinho domesticado, o que levaria ele a correr riscos se fosse solto novamente no mato. Assim como nós, os animais também se adaptam ao meio, a nova forma de vida. E é esta forma que diversas espécies são salvas e se mantém presente na nossa história.
A forma não radical de agir da pasta tem apresentado bons resultados neste ano, já que não é a primeira vez que a comunidade procura o órgão para entregar animais raros como Gavião Carijó, Pica-Pau, Corujas e Gato-do-mato apenas neste ano. É preciso que se entenda que em muitos casos os agricultores não mantêm estes animais por maldade, e sim por se apegar ao bicho ou por outro motivo qualquer que dependendo do julgamento impossibilita uma forma adequada e amigável de devolver o animal ao meio próprio para ele.
Temos que pensar em formas educativas e flexíveis para lidar com a população. Meio Ambiente é importante, extremamente importante, mas para tudo na vida se tem um jeito dócil de se conseguir alcançar objetivos e metas. Temos que pensar nisso!

Adriene Antunes
Setembro 3, 2009 às 8:18 pm
o que vocês me diriam então deste vídeo?
http://terratv.terra.com.br/Noticias/Mundo/4201-247070/Video-denuncia-maquina-de-moer-pintinhos.htm
vejam! máquina de moer pintinhus, isso mesmo animais vivos são moidos… isso pode?

lisandra maria guterres pacheco da silva
Setembro 4, 2009 às 12:04 am
AMEI O FILHOTE! E CADA VEZ QUE VOU VISITAR O INHO DOU DE CARA COM AQUELE PINHEIRINHO ALI DE CIMA…..HA HA HA HA…..O RAPAZ OU É ADIANTADÍSSIMO OU DESLIGADÍSSIMO…..
P.S.: TÔ NA MAIOR DÚVIDA AGORA!
FALA AÍ, MANINHO.
BEIJOS A TODOS QUE JÁ TÔ ME INDO A PORTO!

Mariana
Setembro 4, 2009 às 2:49 pm
Esse tipo de exposição apenas reforça que não há qualquer preparo por parte dos orgãos públicos para atender e destinar a fauna corretamente. A exposição desse animal contraria qualquer norma, expondo tanto o animal quanto as pessoas com as quais teve contato.
A função dos órgãos ambientais é proteger e encaminhar adequadamente esse filhote. A Secretaria não é dona do animal e não pode ter qualquer decisão sobre ele, cabendo isso ao Ibama, órgão competente. Menos ainda pode reforçar e legitimar a idéia de que esses animais podem ser tratados como animais domésticos. É ilegal e imoral. A fauna silvestre deve ser protegida e destinada adequadamente e não servir como atração…
A Semma tem obrigação de dar o bom exemplo de como animais silvestres devem ser respeitados.
Se querem utilizar o lamentável fato de um filhote, ameaçado de extinção, ter sido criado em cativeiro ilegalmente e os prejuízos disso para o animal e conservação da espécie devem fazê-lo de maneira responsável e inteligente.
Do contrário, apenas provam que não têm a menor idéia do seu papel.

Vladi
Setembro 4, 2009 às 5:39 pm
Com tanta plantação de fumo, soja… e churrasco todo o fim de semana, os gatos tão ficando sem mato pra viverem. Rs, rs, rs!
O salto do puma sobre o arquivo morto! Tá muito boa essa foto.
Lembrei de uma campanha publicitária, em defesa da natureza, onde apareciam vários desenhos de crianças mostrando a sua interpretação para palavras que outras gerações interpretariam mais ao pé da letra. Um puma é um tênis. Um jaguar é um carro. Um jacaré é um desenho numa camisa polo

Fonte: Blog do Elton
Postado por Wilson Junior Weschenfelder


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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filhote de gato-do-mato é atração na Secretaria do Meio Ambiente


     A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) conviveu, nessa semana, com um visitante ilustre. Uma espécie em extinção de Leopardus tigrinus, conhecido como gato-do-mato, foi entregue na última segunda-feira, 31, à equipe da secretaria, por um agricultor morador de Linha Isabel, interior de Venâncio Aires. O filhote, de apenas três meses, foi encontrado abandonado às margens de uma lavoura e corria risco de atropelamento. Conforme a bióloga da SEMMA, Gabriela Graef, a espécie selvagem não pode ser criada em cativeiro, pois além de ilegal, o animal é feroz e alimenta-se de pequenos animais.

http://blogdoelton.files.wordpress.com/2009/09/simba-3.jpg?w=150&h=129
Pequeno Simba passeou livre pelas dependências da secretaria. Fotos: Daiana Nervo

Batizado de "Simba", o pequeno gato-do-mato foi atração até a manhã desta quarta-feira, 02, quando foi levado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). "Recebemos diversos visitantes que tiraram fotos, queriam pegá-lo, e para os funcionários da secretaria foi uma verdadeira festa", relata a bióloga. A primeira intenção da secretaria era reabilitar o pequeno Simba e devolvê-lo à natureza. No entanto, essa ação não seria possível pois, sem a presença da mãe, o filhote não sobreviveria sozinho e buscaria novamente o convívio humano.

http://blogdoelton.files.wordpress.com/2009/09/simba-2.jpg?w=150&h=112

     Entregue ao IBAMA, Simba será levado ao zoológico de Gramado, onde já existe um animal da mesma espécie e o ambiente recriará seu habitat natural.

http://blogdoelton.files.wordpress.com/2009/09/simba-1.jpg?w=150&h=120

Texto: Assessoria de Imprensa Prefeitura de Venâncio. Jornalistas Responsáveis:  Adriene Antunes e Daiana Nervo.

Fonte: Blog do Elton
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

Nota do Wilson:
É lamentável…
Este ano o órgão municipal de meio ambiente completou 10 anos e, pelo que vemos, ainda tem muito o que fazer para comemorar e, também, para aprender. Esta exposição do gato-do-mato demonstra a falta de responsabilidade com o animal pois não é assim que se trata um animal silvestre, raro, abandonado e ameaçado de extinção. Também a o risco de exposição das pessoas à zoonose. Além de diversas situações irregulares e de poluição ocorridas nos últimos anos onde o órgão ambiental se mostrou ineficaz e, muitas vezes, conivente e passivo, esta atitude demonstra que não temos um "órgão ambiental" e, sim, uma secretaria para assuntos da natureza… é lamentável.



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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Meio Ambiente - por Cristian Deves


     Tenho notado que a cada ano que passa mais pessoas se preocupam com o Meio Ambiente. Não sei se as divulgações são para realmente protegermos o nosso Planeta ou se são simplesmente um Marketing politicamente correto. Quer ver?
     Tiro exemplo no nosso municipio. À anos atras foi  feito um monte de folders para divulgação da coleta seletiva do lixo. Pouco ou quase nada deste folhetos foram entregues. Porque? Não sei. Agora vejo que a atual  administração fez outros folders e me pergunto. Porque não usaram os outros folders? Tinha algo escrito incorretamente? ou somente por que tinha o slogan da outra administração?MAs esquecendo isso e vendo o folder  vejo que  diz que temos dia para colocar a lixo seco e o lixo organico. Por que isso? Quem vai ficar com um lixo em casa por 3 dias? E diz no folhetim que devemos colocar o lixo somente 6 horas antes do caminhão do lixo passar. Horas bolas, todo mundo sai de casa para trabalhar e coloca o lixo na hora que vai sair, se tiver que fazer de outtra  maneira com certeza não ira fazer a separação . Quem tem que se adaptar para exigir da população para a coleta seletiva é o orgão responsável pela coleta do lixo . Como? Caminhoes de lixo com caçamba separadora, recolhendo os dois tipos de lixo ao mesmo tempo.

Fonte: http://cristiandeves.wordpress.com/
Postado por Wilson Junior Weschenfelder

Nota:
O problema do lixo em Venâncio Aires já é histórico e as informações contidas na postagem acima do amigo Cristian Deves (retirado do seu blog) retrata uma parte de como funciona e de como não deveria funcionar uma coleta seletiva. Assim, segue-se o debate construtivo para vermos "nossa" cidade mais limpa e ambientalmente responsável.
     Em primeiro lugar, concordo com o amigo quando ele destaca a questão do "marketing politicamente correto" que é tratar das questões da separação do lixo. Isso é fato até porque se vamos verificar realmente se o sistema de coleta de lixo funciona corretamente teremos uma surpresa, isso não ocorre. Existe problemas desde a coleta do lixo (onde se tira o lixo da lixeira para se colocar no chão, na via pública, deixando rastros de chorume - leia "Garis que acumulam o lixo nas esquinas estão errados" e Chorume mancha ruas do centro), no tratamento onde a usina tem problemas de recursos humanos, falta de investimentos e gera uma grande poluição das águas e no destino, onde pagamos uma fortuna para levá-lo para Minas do Leão (mas o pior é que estamos levando adubo embora...).
     Em segundo, referente aos folders sobre o lixo. Já houve um caso que toda uma produção de folders foram parar no lixo por ser de outra administração demonstrando que o sistema de coleta de lixo é uma ferramenta política. Como mudar, simples, é só não sair o "logotipo" na administração ou sair os folders em nome do Conselho Municipal de Meio Ambiente (alguém sabe que existe um Conselho???).
     Em terceiro, o problema do lixo ficar em casa por 3 dias. Esse sim é uma questão que deveria ser melhor estudada, ninguém quer ficar com o lixo em casa, é cultura, ninguém quer assumir sua responsabilidade e se adequar ao sistema (que envolve altos custos públicos). Vemos que os "cidadãos" (neste caso até não seriam considerados cidadãos) não importam de jogar seus resíduos em via pública, o que importa é tirá-los da resídência. Assim se já se gasta um milhão de reais com o lixo e se ampliarmos em 50% os dias de coleta, teremos uma média de 50% a mais de gastos públicos.
    Em quarto, a adaptação da coleta à disponibilidade do cidadão. Outra situação complexa, se entendermos que uma grande parcela da população é safrista, sendo assim, não segue horários de trabalhos "normais" ficaria complicado. Mas uma coisa é certa, este aspecto tem que ser revisto, mesmo porque o recolhimento não está dando conta de como está, vemos lixo de domingo a domingo pelas ruas. Outra coisa é o recolhimento à noite que infringe muias leis, desde do excesso de ruídos como também o excesso de velocidade.
     Por último, tecendo minhas considerações sobre este assunto (que é amplo e não termina aqui), entende-se que todo e qualquer assunto que envolve o cidadão deve ser debatido através de fóruns e audiências públicas. Já destaquei que o sistema imposto pode não ser o mais interessante (leia Crescimento 'versus' Desenvolvimento) e que muito se precisa para termos um sistema de coleta, tratamento e destino dos resíduos sólidos em Venâncio Aires. Mas isso ficará para um próxima postagem. Obrigado Critstian por levantar a questão!




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